sábado, 22 de agosto de 2009

Mostra de Filmes Ambientais Planet Move

Ontem assisti "O mundo Global visto do lado de cá" de Sílvio Tendler, sobre o geógrafo Milton Santos. Este e outros filmes sobre a temática ambiental estão na Mostra de Filmes Ambientais Planet Move, exibida no auditório 2 do Museu Nacional, em Brasília, até dia 30.

Depois, tomei um Irish coffee no Café Cristina da 202 Norte. Hummm. Eu recomendo!

Programação
(sinopse em www.planet-move.com.br)

Dia 21/8 – Sexta-feira
19H00 - Abertura e palestra
20H15 – “Encontro com Milton Santos” ou “O mundo global visto do lado de cá”, de Sílvio Tendler (Brasil, 2006, 90 min)

Dia 22/8 – Sábado
19H00 – “Herança”, de Carolina Berger (Brasil, 2007, 26 min)
19H30 – “A grande liquidação”, de Florian Opitz (Der grosse Ausverkauf, Alemanha, 2006, 95 min)

Dia 23/8 – Domingo
19H00 – “Urubus têm asas”, de Marcos Negrão e André Rangel (Brasil, 2007, 16 min)
19H00 – “O Planeta”, de Michael Stenberg, Linus Torell, Johan Söderberg. (The planet, Suécia, Noruega, Dinamarca, 2006, 80 min)

Dia 25/8 – Terça-feira
19H00 – “Vida sem controle”, de Bertram Verhaag, Gabriele Kröber (Leben ausser Kontrolle, Alemanha, 2004, 95 min)

Dia 26/8 – Quarta-feira
19H00 – “Os homens do lago”, de Aaron I. Naar (Los hombres del lago, Bolívia/Estados Unidos, 2007, 12 min)
19H15 – “Nós alimentamos o mundo”, de Erwin Wagenhofer (We Feed the World, Áustria, 2005, 95 min)

Dia 27/8 – Quinta-feira
19H00 – “Urubus têm asas”, de Marcos Negrão e André Rangel (Brasil, 2007, 16 min)
19H20 – “Nas terras do bem-virá”, de Alexandre Rampazzo (Brasil, 2007, 110 min)

Dia 28/8 – Sexta-feira
19H00 – “Herança”, de Carolina Berger (Brasil, 2007, 26 min)
19H30 – “A grande liquidação”, de Florian Opitz (Der grosse Ausverkauf, Alemanha, 2006, 95 min)

Dia 29/8 – Sábado
19H00 – “Entre a meia-noite e o canto do galo”, de Nadja Drost (Between Midnight and the Roosters Crow, Canadá, 2005, 66 min)
20H15 – “Nós alimentamos o mundo”, de Erwin Wagenhofer (We Feed the World, Áustria, 2005, 95 min)

Dia 30/8 – Domingo
19H00 – “Os homens do lago”, de Aaron I. Naar (Los hombres del lago, Bolívia/Estados Unidos, 2007, 12 min)
19H15 –“Nós alimentamos o mundo”, de Erwin Wagenhofer (We Feed the World, Áustria, 2005, 95 min)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

A luz do dia

















Pedi pra parar o tempo
no instante em que te rias
de minha sombra em movimento
na luz última do dia.

Porém, porque a noite cai
e rouba as cores que havia,
teu rosto perdeu os ares
de festa e de alegria.

Se pudesse trazer de volta
o minuto exato em que rias...
Riria contigo, ficaria nua.

Mas o instante se foi
e teu silêncio anuncia,
que eu nunca mais serei tua.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Passeio


quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Quero água!

Aquela que corre, escorre, estanca. Cai, penetra, brota. Infiltra, transborda, empoça. Encrespa, ondula, arrebenta. Congela, derrete, evapora. Asperge, pinga, escoa. Umedece, hidrata, molha. Borbulha, refresca, suporta. Lava, leva, limpa. Dissolve, goteja, fura. Preenche, derrama, jorra. Verte, vaza, inunda. Nubla, extingue e afoga.

sábado, 1 de agosto de 2009

4 visões do amor

Fui ao salão e aproveitei pra dar uma lidinha na Caras. Pois é, aprendi com a psicóloga da revista que hoje em dia as pessoas só querem ser bonitas, malhadas, perfeitas de corpo, etc e tais, mas não desenvolvem o espírito. Daí os relacionamentos não vão pra frente e as pessoas estão cada vez mais sozinhas... Well, well, será que até a revista Caras me fará entrar numa mini-crise existencial?

Tava voltando de férias pela longa estrada em linha reta, que liga São Paulo à Brasília, ouvindo rádio. Rádio que só pega até Uberlândia. Pois bem, tava escutando o programa do Gasparetto, conhece? É um doido aí... Ele dava esculacho nos ouvintes. Dizia que cada um se amasse, fosse amigo de si mesmo, parasse de querer ser mais do que é e se assumisse. E dizia mais, que não acreditava no amor, aquele amor desesperado dos ouvintes. Sapeei o Google e parece que ele é médium.

Um pouco antes, tinha recebido por email a entrevista da Maria Rita Kelh ao jornal gaúcho Zero Hora, em que ela falava do seu trabalho com o MST. Ficou na minha cabeça um trecho em que ela diz que o amor romântico não está na prioridade da vida daquelas pessoas. Eles estão mais preocupados em tocar seu projeto de vida, dentro da coletividade.

Antes das férias, havia comprado de um livreiro ambulante "A mão e a luva" de Machado de Assis, cuja leitura foi uma das pedidas no meu breve recesso. Dizem que é da fase romântica do autor, porém já comporta uma certa ironia, típica da fase realista. No livro, o amor não é aquele sentimento idealizado, puro e motivador da aventura humana. Mas um produto da inteligência, guiado pela realidade concreta, por interesses diversos da alma humana. E, vejam bem, foi escrito no século XIX.

E como tô contando essa história do fim pro começo, devo dizer que antes de tudo isso eu tava pensando que seria legal amar de novo, de um jeito romântico, belo e puro... Porém, o que vai ser do amor agora, depois de tanta informação? Há que se amar com inteligência e pensar com o coração?

sábado, 25 de julho de 2009

a rua

Depois de cada esquina escura o perigo espreita. São rapazes pela rua, procurando o que fazer. Meninos também. Os semáforos estão todos piscando amarelo. Como quem diz, passe. Não espere.

Também é permitido passar no vermelho, depois de certa hora. Gente perdida pela rua espera chegar sua hora de ganhar a vida. Meus vidros vão levantados. Eu tenho que me proteger do mundo! Meu carro é uma bolha ridícula.

De alguma forma as pessoas se acostumam com a violência. Com o frio da rua. Com os problemas que não tem solução. Tudo é tão banal...

Sob um outro olhar, a cidade esta linda, arborizada, cuidada. Restaurantes e bares cheios. Pessoas puxando conversa com estranhos, na beira do balcão. Cada um à procura de seus iguais.

É Campinas. Barão Geraldo pertence aos universitários. O centro é dos boêmios. Os bares da moda, dos filhos das famílias tradicionais. E a rua? A rua é de ninguém. Ninguém é o nome que se dá a quem não encontra melhor forma de ganhar a vida.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Os homens (que se defendam)

Ouviu o anjo sussurar:
- Cuidado! Se parece muito bom pra ser verdade,
não é tão bom, tampouco é verdade.

- Cuidado!
Tem preço a lascívia, a entrega.
Mulher, ponha-se no seu lugar!

- Cuidado! Disse o anjo,
mas ela não ouviu.
Ela não teme. Acha que pode subestimar os homens...

Homens inteligentes, com quem não brinco mais. Não mais!
De hoje pra trás.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Os vivos

quem, entre seus conhecidos, saiu inteiro depois das pancadas da vida?
quem não saiu sem cabelos, sem viço, sem razão?
de coração duro ou de coração arrebentado?
quem não saiu confuso, ou trêmulo, ou amedrontado?
quem não saiu dessa vida pelo menos morto?
me diz? quem?

terça-feira, 7 de julho de 2009

Feliz Cumpleaños!


Nesses quatro anos de Brasília, passei perrengue com grana, morei mal, briguei, me descabelei, me separei, cuidei de filho sozinha, minha ajudante pediu as contas, procurei muito apê sem encontrar, emagreci. Foi bro-ca-pra-ca-ra-lho!

Mas como eu sou da guerra, passei em concurso, briguei muitíssimo até meu salário subir, não sosseguei até achar o apê, contratei uma ajudante que topa dormir no serviço! Além disso, estou seguindo as ordens da nutricionista. Comendo farinha de linhaça, com o objetivo singelo de ficar muito gostosa. ;-)

Melhor que nóis na fita, só o Silvio Santos, que foi camelô!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Receita pra tirar Jesus da cruz

Cada dia tire um prego.

Logo logo seu Jesus vai estar solto da cruz. Vai sair andando, fazer a barba, calçar um bom par de botas, desfrutar das maravilhas do mundo.

Até que em fim, passado algum tempo, só ele seja capaz de ver a sua coroa de espinhos.

Jesus - Ney Matogrosso e PLAP